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Junto com secretários municipais, a prefeita de Camaragibe, no Grande Recife, Nadegi Queiroz (DC), fez um balanço sobre a situação financeira do município em coletiva de imprensa realizada na manhã de quinta-feira (4), na sede da prefeitura. A gestora prestou contas do trabalho nos últimos 12 dias, período que está à frente da prefeitura, devido à prisão preventiva e afastamento do prefeito Demóstenes Meira (PTB).

Dos 3.302 funcionários da prefeitura, 602 eram comissionados e 989 contratados, mas após uma auditoria, foram cortados 260 cargos comissionados e 150 contratados, totalizando 410 funcionários a menos na folha de pagamento. O corte representa uma economia mensal de R$ 1 milhão mensais, segundo o secretário de Administração e Finanças, Alex Norat, que apresentou os dados na coletiva.

A prefeita detalhou a situação do caixa da Prefeitura de Camaragibe atualmente, frisando que tem uma folha de pagamento alta, no valor de R$13,3 milhões, em uma cidade que arrecada R$ 17 milhões ao mês. Confirmou débito do município com a Celpe, com fornecedores e com aluguéis.

A prefeita afirmou que a primeira atitude da gestão foi se inteirar da situação da Defesa Civil para apoiar as vítimas das últimas chuvas. Em segundo lugar, foi garantida a continuidade dos serviços básicos de saúde. A folha de pagamento dos comissionados e contratados do mês de junho será paga nesta sexta (5).

Devido ao desequilíbrio das contas e inchaço no quadro de funcionários, causada pela gestão anterior, o município já ultrapassou o limite de gasto de 54% que exige a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), tendo hoje esse gasto na casa dos 59,24%. Com os cortes de pessoal, a ideia é que em 180 dias esse percentual possa voltar ao patamar aceitável por lei, explicou o secretário de Finanças.

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