A deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) explicou, nesta quarta-feira (24), os motivos pelos quais pagou, de acordo com sua prestação de contas, R$ 23 mil ao próprio namorado, Daniel Alejandro Martínez Garcia, nas eleições de 2018. No fim de semana, a notícia indignou a todos, pois é uma prática típica da “velha política”, tão condenada por Tabata em seus discursos.

Em rede social, Tabata justificou o pagamento dizendo que foi difícil encontrar pessoas que quisessem interromper suas carreiras para participar de uma campanha “saindo do zero”, “tão pouco palpável e possível”.

Ainda, segundo a parlamentar, “O Daniel disse não a diversas oportunidades de emprego e postergou projetos profissionais, por vários meses, para poder trabalhar na minha campanha… Quando decidi me candidatar, no início, pude contar com menos de 10 pessoas, e o Daniel foi uma delas”. Além disso, segundo ela,  seu namorado “fez pesquisas, conversou com especialistas de educação e pobreza e teve um papel muito importante na construção de um documento de dezenas de páginas” com propostas para diversas áreas, de educação a moradia.

“Foi ele também quem levantou todos os dados que me guiaram em cada fala, debate e evento. Ele gerou e alimentou com estratégias um banco de contatos de voluntários de campanha que alcançou um grande número de pessoas. Também desenhou um banco de dados com critérios para escolha dos bairros e locais que seriam prioritários na campanha de rua, além de ser responsável pela equipe que cuidava da mobilização de voluntários”, listou a deputada, completando que Daniel Alejandro coordenou centenas de voluntários.

“Reafirmo minha gratidão ao Daniel e a toda a equipe que esteve ao meu lado durante a campanha, que abriram mão de muitas coisas por acreditarem em um sonho coletivo e que sabem o quanto foi difícil e suada a nossa eleição, resultado de uma construção feita a muitas mãos”, frisou.