O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) irá pedir a quebra de sigilos bancários e fiscal de políticos da Prefeitura de Paulista e de empresários que possuem contrato suspeito na gestão. Um inquérito foi aberto para investigar indícios de direcionamento na licitação e superfaturamento em valores pagos pela organização de eventos da prefeitura.

A empresa já figura como réu em ações de improbidade administrativa em outras comarcas. Segundo o promotor de Justiça Fernando Falcão Ferraz Filho, o procedimento investigativo foi aberto porque os representantes da empresa teriam se negado a apresentar, espontaneamente, os dados bancários e fiscais solicitados.

A referida empresa tem 111 contratos vigentes no estado que somam R$ 10.869.948,39, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em Paulista foram pagos R$ 2,8 milhões a esta empresa em 29 contratos assinados desde 2013.

No São João de 2013, a prefeitura pagou R$ 354,6 mil por três palcos e um box. Em 2015 foram pagos R$ 532 mil pelo mesmo serviço.

Depois, foram pagos mais R$ 29,5 mil pela jornada de três produtores de eventos, dois coordenador de palco e quatro eletricistas.

O último contrato entre o governo municipal e a empresa, foi em 2016, no valor de R$ 707.750,00. Foram feitas a instalação, produção, montagem e desmontagem de estruturas para realização de eventos.