Um esquema que sonegou cerca de R$ 122 milhões em impostos foi alvo da Operação Endosso, nesta terça-feira (30), realizada pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco). De acordo com a delegada Polyanne Farias, o esquema usava notas fiscais fictícias e empresas de fachada para o intento criminoso.

Oito dos dez mandados de prisão foram cumpridos até o meio dia. A operação apura crimes contra a ordem tributária e falsidade ideológica, cometidos pelos acusados. Um dos mandados de busca, foi na fábrica da Pitú, em Vitória de Santo Antão, pela manhã. A empresa afirma não ter cometido crimes.

Doze empresas são investigadas, onde sete seriam de fachada. O motivo da busca na fábrica da Pitú não foi esclarecido pela polícia. Na operação, um policial militar reformado foi preso suspeito de envolvimento com uma empresa fantasma que prestaria serviços à Pitú.

Em nota, a Pitú apontou que “está, como sempre esteve, à disposição para colaborar com o poder público, prestando informações e documentos que são solicitados, não tendo sido alvo de nenhum mandado de prisão”. A empresa disse que “tem em sua cultura empresarial a retidão de comportamento, o respeito às leis e o compromisso de cumprir todas”.

Cerca de 70 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de equipes da Sefaz e da Polícia Civil de Sergipe, foram escalados para o cumprimento dos mandados.