Uma hemoglobina glicada de 5,7% não é considerada normal. Ela aponta para pré-diabetes e um risco maior de desenvolver diabetes no futuro.
Se seu resultado foi 5,7%, é bom prestar atenção. Vale acompanhar os próximos exames para entender melhor a situação e, se der, agir cedo.

Vamos te ajudar a entender o que esse número significa para sua saúde. Também explicamos como os médicos interpretam esse resultado e quando vale repetir o exame ou buscar outros testes.
Além disso, tem uma lista dos fatores que podem elevar a HbA1c. E, claro, algumas ideias práticas pra tentar reduzir esse risco e proteger sua saúde a longo prazo.
Hemoglobina glicada 5,7: interpretação, riscos e diagnóstico
Um resultado de HbA1c de 5,7% mostra que sua glicemia média nos últimos 2–3 meses ficou acima do ideal. Isso já coloca você numa faixa de risco maior pra desenvolver diabetes tipo 2.
Geralmente, é hora de pensar em mudanças no estilo de vida ou procurar avaliação médica.
O que significa o resultado de 5,7% na hemoglobina glicada
Uma hemoglobina glicada (HbA1c) de 5,7% está na faixa de pré-diabetes. Não chega a ser diagnóstico de diabetes, mas mostra que 5,7 de cada 100 hemácias estão glicadas.
A HbA1c reflete a exposição média ao açúcar no sangue nas últimas 8–12 semanas. Valores mais altos se relacionam com glicemias médias maiores.
Por exemplo, 5,7% costuma corresponder a uma glicemia média entre 117–125 mg/dL, dependendo da tabela de conversão usada. Se ficou na dúvida, converse com seu médico e considere repetir o exame em dias diferentes.
Profissionais seguem recomendações como as da American Diabetes Association e da Sociedade Brasileira de Diabetes pra interpretar e decidir o que fazer com esse resultado.
Limites de referência: normalidade, pré-diabetes e diabetes
Valores de HbA1c geralmente usados para classificar:
- Normal: abaixo de 5,7%
- Pré-diabetes: 5,7% a 6,4%
- Diabetes: 6,5% ou mais (confirmado em pelo menos dois exames em dias diferentes)
Esses limites vêm de diretrizes internacionais e são aplicados rotineiramente em laboratórios.
Se você já tem diagnóstico de diabetes, as metas de tratamento podem mudar. Por exemplo, HbA1c alvo ≤7% na maioria dos adultos, mas isso depende de idade, outras doenças e risco de hipoglicemia.
Vale conversar com seu médico pra saber qual alvo faz sentido pra você.
Riscos associados ao valor de 5,7% e possibilidade de evolução para diabetes tipo 2
Com HbA1c de 5,7%, o risco de evoluir pra diabetes tipo 2 é mais alto do que pra quem tem valores normais. Tem bastante estudo e diretriz mostrando que dá pra reduzir esse risco com algumas mudanças.
Entre os riscos, estão maior chance de resistência à insulina, ganho de peso e, se os níveis subirem mais, complicações cardiovasculares. Mas calma: a progressão não é garantida.
Mudanças na dieta, perder 5–10% do peso, atividade física regular e monitoramento ajudam a reduzir ou adiar o avanço. Seu médico pode pedir exames adicionais, como glicemia de jejum ou teste oral de tolerância, e montar um plano de prevenção.
Fatores que afetam a hemoglobina glicada e estratégias de controle
A hemoglobina glicada mostra a média da sua glicemia nos últimos 2–3 meses. Tem vários fatores que podem alterar o resultado do exame.
Você pode agir com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico pra manter o controle glicêmico.
Fatores que influenciam o resultado do exame
Algumas condições mudam a leitura da HbA1c sem mexer na glicose do sangue. Hemoglobinopatias, anemia ou renovação rápida das hemácias podem dar resultados falso‑baixos ou falso‑altos.
Doenças renais e hepáticas também mexem no metabolismo da glicose e na vida útil das hemácias, afetando o exame. Certos medicamentos, como eritropoetina, suplementos de ferro ou corticoides, influenciam a produção de glóbulos vermelhos e a glicemia.
Questões genéticas podem causar variações por ancestralidade, mudando um pouco a interpretação. Altitude, tabagismo e até armazenamento ruim da amostra são outros fatores.
Sempre conte pro seu médico sobre anemia, medicamentos, histórico familiar e origem étnica antes de interpretar a HbA1c.
Mudanças no estilo de vida e prevenção da progressão para diabetes
O controle da glicose depende de dieta, atividade e sono. Reduza alimentos ultraprocessados e prefira carboidratos de baixo índice glicêmico pra evitar picos de glicemia depois das refeições.
Controlar a gordura abdominal com exercícios aeróbicos e treino de resistência ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina. Monitore a glicemia em jejum e, se necessário, faça teste de tolerância à glicose ou monitore continuamente pra entender os padrões.
Metas pequenas funcionam: perder 5–7% do peso corporal e fazer pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana. Evite fumar e limite o álcool.
Com o tempo, essas mudanças ajudam a reduzir a glicemia média e, consequentemente, a hemoglobina glicada.
Importância do acompanhamento e avaliação médica
Você precisa passar por avaliações médicas regulares para interpretar a HbA1c dentro do seu contexto clínico. O médico pode pedir outros exames, como glicemia em jejum ou curva glicêmica, especialmente se houver suspeita de algum fator interferindo.
Às vezes, ele pode solicitar a dosagem de hemoglobinas variantes ou fructosamina. Esses exames extras ajudam quando os resultados parecem meio fora do esperado.
Ajustes de medicação, incluindo insulina ou antidiabéticos orais, vão depender do controle glicêmico e do risco de complicações do diabetes. Avaliar função renal, lipídios e pressão arterial em cada consulta é fundamental, embora nem sempre a gente lembre disso.
É importante discutir suas metas individuais de HbA1c com o médico. Pessoas com outras doenças podem acabar tendo metas diferentes mesmo.
Enfim, manter o acompanhamento médico é um passo que reduz o risco de complicações e facilita a vida de quem convive com o diabetes.