Quer saber se venlafaxina engorda? A resposta mais direta: na maioria das pessoas, a venlafaxina não costuma causar ganho de peso significativo.
Mas, claro, cada corpo reage de um jeito. Algumas pessoas podem ganhar ou até perder peso com o uso.
Se você notar mudanças no seu peso, isso pode ser efeito do remédio, da melhora no apetite com o tratamento, ou de outros fatores — então, acompanhar e conversar com seu médico é super importante.

Neste texto, vou explicar como a venlafaxina pode mexer no apetite, metabolismo e retenção de líquidos.
Também vou falar por que algumas pessoas ganham peso e outras perdem, além de dar dicas práticas para evitar um aumento indesejado.
Venlafaxina e alterações no peso corporal
A venlafaxina pode afetar o apetite, o metabolismo e até a retenção de líquidos.
Esses efeitos mudam muito de pessoa para pessoa e dependem da dose, do tempo de uso e do quadro clínico, como depressão maior ou ansiedade.
Como a venlafaxina pode impactar o peso
Venlafaxina é um IRSN (inibidor de recaptação de serotonina e noradrenalina). Ela altera níveis dessas substâncias no cérebro, que têm tudo a ver com humor, sono e apetite.
Algumas pessoas sentem menos fome no início do tratamento, talvez por náusea ou desconforto gastrointestinal.
Em outros casos, a medicação pode aumentar o apetite com o tempo, levando a um ganho de peso mais lento.
Doses mais altas e uso prolongado aumentam essa possibilidade.
Quando comparada a outros antidepressivos, a venlafaxina geralmente tem um efeito neutro ou só levemente perceptível sobre o peso — mas não dá pra garantir que não vai mudar nada.
Riscos de aumento ou perda de peso
O risco de ganhar peso costuma aparecer depois de alguns meses de uso, principalmente se você já tem tendência a engordar.
Ganho leve de peso, retenção de líquidos e pequenas alterações no metabolismo são relatados por alguns pacientes.
Em estudos, o aumento médio foi pequeno, mas se você já tem sobrepeso ou diabetes, pode ser algo a considerar.
Perda de peso é mais comum no início. Náuseas, falta de apetite e até aumento da disposição por melhora do humor podem fazer você emagrecer temporariamente.
Vale a pena ficar de olho no peso e avisar o médico sobre qualquer mudança importante.
Fatores que contribuem para mudanças no peso
Muita coisa pode influenciar se você vai ganhar ou perder peso: dose de venlafaxina, tempo de uso, genética, alimentação e nível de atividade física.
Condições como depressão maior, ansiedade, fobia social ou transtorno do pânico também mexem no apetite.
Outros medicamentos, histórico de ganho de peso com antidepressivos e problemas metabólicos (tipo hipotireoidismo ou diabetes) aumentam o risco.
Para tentar evitar mudanças indesejadas, mantenha uma alimentação equilibrada, pratique exercícios e marque consultas regulares para revisar a dose e os efeitos colaterais.
Estratégias para controlar e evitar o ganho de peso com venlafaxina
Fique de olho na alimentação, movimente-se sempre que possível e mantenha contato com quem te acompanha no tratamento.
Pequenas mudanças na dieta, exercícios e apoio profissional já ajudam bastante a reduzir o risco de engordar ou de perder peso demais.
Dieta balanceada e hábitos alimentares saudáveis
Tente fazer refeições regulares e controlar as porções para evitar exageros.
Prefira proteínas magras, vegetais, frutas e grãos integrais — esses alimentos saciam mais e ajudam a segurar o apetite emocional.
Se sentir boca seca, aposte em alimentos úmidos (tipo sopas e iogurtes) e beba água ao longo do dia. Isso evita comer por puro desconforto.
Evite comprar petiscos ultraprocessados. Tenha lanches saudáveis à mão, como castanhas, frutas ou iogurte, para aqueles momentos de ansiedade.
Se a venlafaxina tirar seu apetite no começo, tente fazer pequenas refeições nutritivas com frequência.
Se pintar dúvida sobre quantas calorias precisa, vale conversar com um nutricionista.
Importância da atividade física e do exercício regular
Procure fazer pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana. Pode dividir em sessões curtas, se for mais fácil.
Caminhadas rápidas, bicicleta e natação são ótimas para gastar energia e até diminuir a fadiga do tratamento.
Inclua treinos de força duas vezes por semana para manter a massa muscular e o metabolismo ativo.
Se sentir tontura ou mal-estar, diminua o ritmo e fale com o médico.
Dá pra combinar exercício com técnicas de relaxamento, como meditação, para ajudar no apetite emocional e melhorar o sono.
O mais importante: escolha atividades que você realmente goste. É isso que faz diferença no longo prazo.
Monitoramento médico e abordagem multidisciplinar
Mantenha consultas regulares para medir peso e pressão arterial. Fique atento a efeitos adversos como boca seca, tontura ou sinais mais raros, tipo pancreatite.
Se notar qualquer mudança de humor, pensamentos suicidas ou sintomas diferentes, não hesite em avisar o médico. É melhor prevenir do que remediar, né?
Fale sobre ajustes de dose ou troca de medicamento se o ganho de peso estiver incomodando. O médico talvez peça exames de sangue para conferir colesterol e função do fígado.
Vale considerar apoio multidisciplinar: nutricionista, educador físico e terapeuta cognitivo-comportamental (TCC) podem ajudar bastante. A TCC, por exemplo, serve para identificar gatilhos e bolar estratégias mais práticas pra controlar a alimentação.